As pessoas LGBTQIA+ ganharam uma ferramenta para garantir acesso a trabalho digno, seguro e livre de discriminação em todo o país. É o Plano Nacional de Trabalho Digno, lançado em uma ação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego.
Uma pesquisa realizada este ano com mais de 800 profissionais, evidencia os entraves que ainda marcam a trajetória de pessoas LGBTQIAPN+ no ambiente profissional. Conforme os dados, mais de 70% desses profissionais já sofreram algum tipo de preconceito no trabalho, de forma direta ou indireta.
A iniciativa do governo federal, anunciada durante a Quarta Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, em Brasília, tem 4 eixos: acesso a permanência no trabalho; igualdade de oportunidades; estímulo ao empreendedorismo e economia solidária; e governança, monitoramento e participação social.
O plano prevê, ainda, comitês de acompanhamento e o uso de dados e evidências para orientar decisões, avaliação e melhoria das políticas públicas.
De acordo com o governo, a iniciativa representa uma política pública permanente de enfrentamento à discriminação e defesa da igualdade de oportunidades, reafirmando o compromisso com o combate à LGBTQIAfobia no mercado de trabalho. Mais do que uma diretriz governamental, o plano reconhece a participação ativa da sociedade civil e fortalece a construção de um país mais justo, diverso e inclusivo.