Em meio à greve geral de 24 horas, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

Como houve mudanças no texto, o projeto precisará ser votado novamente no Senado.

Foram mais de 10 horas de discussões numa sessão marcada por provocações no plenário da Câmara argentina. Já era madrugada de sexta-feira (20) quando o projeto foi aprovado por 135 votos a favor e 115 contra.

A reforma trabalhista defendida pelo governo é considerada uma das mais amplas desde a redemocratização do país.

A proposta reduz indenizações em caso de demissão, aumenta a jornada de trabalho para até 12 horas, permite férias fracionadas e limita o direito de greve em setores essenciais.

Os deputados retiraram do texto original o item que reduzia o salário dos trabalhadores em 50% caso eles sofressem acidentes fora do ambiente de trabalho. Por isso, o projeto precisa passar por nova votação no Senado.

Para o governo, a reforma estimulará os investimentos e aumentará o emprego formal. A proposta também tem o apoio do Fundo Monetário Internacional. Segundo o FMI, as mudanças reduzem a informalidade e criam empregos.

Já os sindicatos argentinos afirmam que a reforma ameaça proteções trabalhistas conquistadas há muito tempo. Ontem, dia da votação na Câmara, uma greve geral de 24 horas paralisou grande parte do país. Manifestantes também protestaram em frente ao Congresso para pressionar os deputados.

De volta ao Senado, onde o presidente Javier Milei tem maior apoio político, o projeto alterado já passou por uma comissão hoje de manhã e está pronto para ser discutido e votado em plenário na próxima semana.




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