O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento de Kleber Cabral, presidente da Unafisco, Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, no âmbito da investigação sobre acessos ilegais a dados de ministros da Corte e de seus parentes.

A intimação foi feita de forma sigilosa e ocorreu após entrevistas de Cabral à imprensa criticando a operação da PF que, na última terça-feira (17), realizou buscas e apreensões contra servidores acusados de realizar os acessos ilegais.

Por determinação de Moraes, os servidores investigados devem cumprir uma série de medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública e cancelamento de passaportes.

Em nota divulgada após a operação, a Receita Federal esclareceu que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações oferecidas pelo próprio órgão.

Receita exonera servidor

Nesta quinta-feira (19), a Receita Federal exonerou um auditor fiscal que ocupava função de chefia na delegacia do órgão em Presidente Prudente, São Paulo. Ele era um dos alvos da operação da PF que investiga acessos indevidos a dados fiscais de ministros do STF.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o auditor teria acessado dados ligados a uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Conforme a publicação, o servidor afirmou, em depoimento, que a consulta ocorreu por engano, alegando ter confundido a identidade da pessoa pesquisada.

Em nota, a defesa do auditor negou qualquer conduta ilícita. Afirmou ainda que o servidor possui “reputação ilibada” e que nunca respondeu a processo disciplinar ao longo da carreira na Receita Federal. A defesa informou ainda que não teve acesso integral aos autos da investigação e que, por isso, não comentaria detalhes do caso.

*Com informações da Agência Brasil




Source link