A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (20) um casal que comercializava remédios falsificados para emagrecimento, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. Eles utilizavam um laboratório clandestino numa casa e vendiam os produtos pela internet. Os suspeitos foram presos em flagrante por adulteração de produtos medicinais e por crime contra as relações de consumo.
A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, chegou até o endereço dos criminosos a partir da informação de uma farmacêutica de Goiás que recebeu a reclamação sobre um produto que não havia sido fabricado pela empresa. O nome da fabricante era usado de forma indevida nos produtos falsificados.
Por meio da nota fiscal emitida, a polícia localizou o endereço em Suzano. No laboratório clandestino, os policiais e agentes da vigilância sanitária encontraram um maquinário industrial de encapsular medicamentos e apreenderam insumos, cápsulas, grande quantia de rótulos, potes e remédios embalados.
A investigação também encontrou documentos sobre a venda de cápsulas para emagrecimento, mas o produto original é comercializado apenas no formato de canetas injetáveis no país.
No começo deste mês, após a suspeita de casos de pancreatite aguda devido ao uso desses medicamentos, a Anvisa emitiu um alerta contra o uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras, e reforçou o uso exclusivo com prescrição e acompanhamento médico.
A venda desse tipo de medicamento sem receita médica é ilegal, e os consumidores devem ficar atentos, comprando apenas em farmácias autorizadas, para não correr o risco de usar produtos falsificados.