A semana chega ao fim após a celebração do Dia Internacional da Mulher, lembrado no último domingo, 8 de março de 2026. Neste ano, há motivos para marcar a data.

Entre eles, está a condenação dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Outro avanço recente foi a aprovação, no Senado, da resolução que amplia a licença-paternidade para até 20 dias. O texto ainda precisa da sanção do presidente da República.

Para comentar esses avanços e os desafios que permanecem, Viva Maria conversa com a socióloga Jacqueline Pitanguy, uma das fundadoras da ONG CEPIA Cidadania.

Pitanguy destaca que a regulamentação da licença-paternidade representa uma vitória, embora tardia. 

“É impressionante a lentidão com que direitos conquistados em 1988 só agora começam a ser regulamentados”, afirma.

Pela proposta atual, a ampliação da licença-paternidade ocorrerá de forma gradual: primeiro para 10 dias, depois 15, até alcançar 20 dias em 2028. Para Pitanguy, a medida também reflete mudanças culturais.

“Hoje é muito mais aceito culturalmente que os homens cuidem das crianças, que fiquem em casa, sejam pais, sem que isso signifique perder a masculinidade”, diz.

A socióloga lembra que, na época das discussões na Constituinte, a proposta enfrentou forte resistência. “Diziam que o país ia parar, que isso era ridículo, que os homens iam para o bar tomar cerveja, enfim, não foi fácil, mas conseguimos”, recorda.

Confira o programa na íntegra!

 




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