Pelo segundo ano seguido, a mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro. É que a inflação da cesta de produtos alimentícios mais consumidos neste período caiu para -5,73% nos últimos 12 meses, na comparação com 2025, quando a taxa ficou em -6,77%.

Os dados são de um levantamento da Fundação Getulio Vargas divulgado nesta quarta-feira. O estudo mostra, no entanto, que, individualmente, bombons, chocolates e bacalhau registraram aumentos significativos nos últimos anos, enquanto no conjunto, apresentaram comportamento de queda nos preços no acumulado do ano.

Para a Páscoa deste ano, os preços que mais subiram foram dos chocolates, bacalhau, sardinha em conserva e atum. Já os que mais ajudaram a inflação da Páscoa cair foram arroz, azeite e ovos de galinha.

De acordo com o economista da FGV, Matheus Dias, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026.

Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%.

Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados.

Ele exemplifica com o chocolate: mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período.




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