A partir deste mês de abril, a cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata passa a ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à cobertura de planos de saúde no Brasil, ampliando o acesso dos pacientes a esta tecnologia. Mais moderna e precisa, a cirurgia robótica é uma técnica minimamente invasiva, proporcionando maior precisão, visão 3D ampliada e movimentos articulados que superam a mão humana.

O coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do ICC, Instituto do Câncer do Ceará,  médico uro-oncologista Emanuel Veras, faz um breve relato histórico sobre o processo que permitiu a inclusão da cirurgia robótica de próstata no SUS.

“O dia 30 de setembro de 2025 foi um marco histórico para a urologia brasileira. Nessa data foi publicado no Diário Oficial da União um parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. Com isso, houve-se um prazo de seis meses a partir daquela data que se encerra agora. Portanto, a partir de abril, a cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata vai ser incorporada tanto no âmbito do SUS como também da saúde suplementar, dos planos de saúde e operadores de saúde”. 

Para o médico Emanuel Veras, o momento é de satisfação pela conquista. 

“Eu estou muito feliz e satisfeito de ver essa ampliação de acesso à população, tanto no âmbito do SUS como também na saúde privada, tendo mais acesso à plataforma robótica, a uma tecnologia moderna que nos permite fornecer tratamentos mais eficazes, com melhores resultados e melhor recuperação para o paciente”. 

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, sendo altamente tratável quando diagnosticado precocemente.

 




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