A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta sexta-feira (10), 33 integrantes de facções criminosas investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os suspeitos teriam movimentado R$ 1 bilhão nos últimos dois anos.

Cerca de 200 agentes participaram da Operação Eixo nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Amazonas e no Distrito Federal.

A delegada Ágatha Braga, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, fez um balanço da operação.

“Nós conseguimos prender os três principais indivíduos, que eram os faccionados aqui no Distrito Federal. Conseguimos retirá-los de circulação. Além disso, foram presos outros 29 indivíduos pelo Brasil. Foram realizadas diversas apreensões de droga, arma de fogo, munições, veículos, dinheiro.”

A investigação começou em 2024 e revelou inclusive a atuação de núcleos ligados a facções criminosas do Rio de Janeiro.

Foi identificada uma viagem de três investigados do DF ao Complexo da Maré, no Rio, para treinamento com fuzis.

A delegada Ágatha Braga detalhou como funcionava o esquema.

“Dois núcleos instalados aqui no Distrito Federal, um deles predominantemente relacionado ao tráfico local e um segundo núcleo que trabalhava com a questão de lavagem de dinheiro. Ela era realizada por meio de empresas de fachada que não existiam de fato, nada era operado naquele local e também localizamos alguns princípios de criptoativos em uma das residências, que era justamente a forma como eles lavavam esse dinheiro oriundo do tráfico.”

Segundo a delegada, a organização criminosa contava com a atuação de estrangeiros.

“Constatamos a presença de três indivíduos estrangeiros. Dois deles já estavam presos durante o cumprimento, um na Colômbia e o outro na Espanha. E um terceiro indivíduo foi preso na data de hoje, no estado de Santa Catarina. Inicialmente, ele operava em Rondônia, mas após a prisão desses outros indivíduos, ele acabou se deslocando para o sul do país.”

Na operação, os agentes também fizeram buscas e apreensões em 56 endereços. Foram apreendidos seis carros de luxo, uma moto, R$ 60 mil em espécie, joias, drogas, armas e munições.

Ainda houve o bloqueio de contas de criptoativos e o sequestro de um apartamento no Guarujá, uma cobertura em Uberlândia e um lote em Foz do Iguaçu.




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