Fiscais do ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, prenderam em flagrante, nesta semana, dois caçadores no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Eles foram levados para a sede da Polícia Federal e autuados por crime ambiental, com emissão de multas que somam R$ 40 mil. Além disso, podem cumprir pena de até 3 anos de prisão.

Os criminosos também vão responder por maus tratos contra animais, já que sete cachorros de caça foram encontrados no veículo deles, junto ao corpo de uma paca, mamífero considerado de grande importância para a manutenção do ecossistema da unidade de conservação.

O chefe substituto do Parque Nacional da Tijuca e analista ambiental do ICMBio, Bruno Lintomen, explica que foram encontradas ainda várias ferramentas de caça no local, incluindo medicamentos para dopar os animais.

“Eles estavam com instrumentos profissionais de caça, equipamentos de apoio, como redes, facões, cordas, lanternas, roupas de camuflagem, medicamentos para dopar os animais”.

A ação ocorreu na noite de quarta-feira (10) e foi motivada por uma denúncia recebida pelo Fala.BR, plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder executivo federal. Bruno Lintomen ressalta a importância desse mecanismo de comunicação.

“Graças à informação anônima que chegou pela plataforma Fala BR e pelo Disque Denúncia, ações recentes de fiscalização ambiental na região do Parque Nacional do Tijuca estão sendo realizadas com o envolvimento de diferentes órgãos e instituições. É fundamental que a sociedade se mobilize e faça denúncias sobre tráfico”.

Outra ação decorrente de denúncia pela plataforma nos últimos dias foi o resgate de uma fêmea de macaco-prego que estava presa por correntes em uma residência no bairro de Santa Teresa, na zona central do Rio de Janeiro. Os donos da casa não possuíam nenhuma autorização concedida por órgãos competentes para a posse do animal silvestre.

Denúncias sobre tráfico, maus-tratos, abuso ou mutilação de animais podem ser feitas na página falabr.cgu.gov.br e pelo Disque Denúncia do programa Linha Verde do Rio, no número (21) 2253-1177, que recebe ligações telefônicas ou WhatsApp.

 




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