A seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo de 2026 tem um jogador de origem indígena. O volante Éderson dos Santos, um dos convocados de Carlo Ancelotti, tem raízes no povo Terena, pelo lado materno. A família é ligada à Aldeia Bananal, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul. 
A avó de Éderson, Albina Cândido, fala a língua Terena e é uma de suas maiores inspirações. O jogador mantém o vínculo com a Terra Indígena Taunay-Ipegue e visita os familiares sempre que pode.
O Ministério dos Povos Indígenas celebrou a convocação. Em publicação oficial, a pasta destacou que a trajetória do atleta reforça que é possível alcançar o mais alto nível do esporte sem perder a conexão com suas origens e sua identidade cultural. O ministro Eloy Terena afirmou também que a presença de Éderson na seleção é motivo de orgulho para os povos originários e simboliza a presença indígena em espaços de grande visibilidade.
Éderson tem 26 anos. Revelado no futebol em uma escolinha do Bairro Tiradentes, em Campo Grande, o atleta passou por clubes como Corinthians, Cruzeiro e Fortaleza antes de chegar ao Atalanta, da Itália, onde se consolidou em uma temporada de destaque. O volante disputou 41 partidas pelo clube europeu e foi titular em 37 delas, desempenho que ajudou a garantir sua vaga na seleção brasileira.
Convocado às pressas para substituir o lateral Wesley, que sofreu uma lesão no amistoso contra o Egito, Éderson estava no dia 7 de junho em Campo Grande quando recebeu a notícia de que iria para a Copa. Na segunda-feira seguinte, dia 8, o volante já treinou com o grupo e jogou na estreia do Brasil no mundial, contra Marrocos no dia 13.