“25 anos combinando de não morrer”. É com este tema, que a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará toma a avenida Beira Mar em Fortaleza, neste domingo (28).
Esta é a 25ª edição da Parada, considerada a segunda maior do gênero no país. A concentração está prevista para começar às 15h em frente à Barraca O Joca e ao Hotel Beira-Mar. A previsão é que 1,5 milhão de pessoas participem da manifestação.
O tema deste ano, amplia um pensamento da linguista e escritora Conceição Evaristo e faz referência ao trecho “Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer”, presente no livro Olhos D’água, onde a autora mineira exalta a capacidade do povo preto em sobreviver ao crime de racismo.
Dez trios elétricos conduzirão o público durante a marcha que deve mais uma vez ser permeada por discursos de ativistas, políticos, artistas e autoridades sobre as conquistas, retrocessos e bandeiras de luta da comunidade LGBTQIAPN+.
A presidenta do Grupo Resistência Asa Branca, Dáry Bezerra, reforça que a mistura de festa e protesto caminhando de mãos dadas ajuda o cidadão a compreender que a garantia dos direitos da população LBGT+ permeiam os direitos da sociedade como um todo.
“Trazer 1 milhão, 1,5 milhão de pessoas para a Avenida Beira Mar é dizer que nós acreditamos, sim, numa sociedade diferente, com políticas públicas que venham transformar a vida das populações LGBTQIA+, de saúde, de educação, de moradia, de empregabilidade. A parada, ela tem esse papel social que é de visibilizar as lutas políticas da população LGBTQIA+, assim como outras lutas também que são interseccionalizadas, como das populações negras, das mulheres, das pessoas com deficiência, porque a gente tá em toda parte, a gente tá em todas as populações”.
Três personalidades da luta pelas pautas da comunidade serão homenageadas como madrinhas do evento. A travesti Beatriz Chaves, ativista pelos direitos da Comunidade LGBT+ da cidade de Camocim, litoral norte do Ceará; a jornalista, professora e deputada federal Luizianne Lins, que preside a Comissão Mista de Combate à Violência Contra Mulher na Câmara e é autora da “Lei Lola”, contra a misoginia a internet. A terceira homenageada é a travesti Lukresya Nascimento, que desenvolve um trabalho como produtora cultural, pesquisadora e ativista, coordenando projetos que unem arte, direitos humanos e cidadania para a população trans. Ela celebrou a homenagem.
“Tenho orgulho de ser a madrinha deste ano da 25ª Parada. Para que a gente se reúna e lute por melhorias, bem-viver e dignidade humana”.
Durante a apresentação das ações de segurança para a Parada, o Capitão Henrique, membro do setor de planejamento e operações da Polícia Militar do Ceará, destacou a importância do evento para garantia dos direitos fundamentais.
“Um evento importantíssimo para a defesa dos direitos do público LGBT. Trataremos diretamente com 435 policiais militares envolvidos no evento, a partir das 9 h da manhã até meia-noite, garantindo também a segurança na dispersão de todos. Para garantir que a festa seja a mais bonita possível, que de fato o protagonismo da festa seja da luta incansável pelos direitos e garantias dos direitos fundamentais, já que a polícia militar é a maior garantidora dos direitos fundamentais. Viva a segurança pública, viva a dignidade da pessoa humana, viva a diversidade.
Pelo Instagram @paradaoficialce é possível saber mais detalhes da 25ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará em relação a bloqueios de trânsito, ações de saúde, transporte e outros eventos ligados ao mês do orgulho.
Da Rádio Nacional em São Luís, Madson Euler.