A Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência após o vazamento de gás estireno registrado na tarde desta quarta-feira, dia 15, em uma indústria do Distrito Industrial, na zona sul da capital.

Logo após o decreto, a prefeitura instalou um gabinete de crise. Entre as medidas adotadas estão o monitoramento da qualidade do ar, o acompanhamento das áreas afetadas, a orientação à população e o apoio às equipes que atuam na ocorrência.

O prefeito de Manaus, Renato Júnior, alertou a população sobre a circulação nas proximidades do vazamento.

“Manaus nesse momento está em estado de alerta. É, eu peço que a população que não circule por essa área próxima da área industrial de Manaus porque pode dar irritação nos olhos, coceiras. É o gás estireno, é um gás muito perigoso. Então assim, peço nesse momento, encarecidamente, é uma tragédia o que tá acontecendo. É algo muito sério, é tóxico. Então nesse momento estamos voltados, inclusive a nossa Secretaria de Saúde vai estar nas UBSs mais próximas e também em algumas escolas, juntamente com a Secretaria de Educação, dando total assistência à população nesse momento”, explica.

O vazamento aconteceu em uma indústria do polo industrial de Manaus. Mais de 10 equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para conter o vazamento, monitorar a dispersão do gás e isolar a área, evitando novos riscos à população e aos trabalhadores.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do estado, o coronel Orleilso Muniz, deu mais detalhes da ocorrência.:

“Iniciou por volta das 17 horas. Imediatamente nós deslocamos diversas viaturas para cá. Foi comunicado também outros órgãos que têm envolvimento no atendimento dessa ocorrência, como o Ipaam, própria Defesa Civil. Nós já, é, montamos o posto de comando aqui próximo. Já tomamos diversas providências aqui junto com a administração da empresa no sentido de garantir que a situação não, não evolua. Trata-se de vazamento de estireno, foi no tanque do meio, e apenas um tanque foi afetado. É, nós tivemos a preocupação de manter o resfriamento do tanque. Houve o vazamento. É, quais são as causas que pode ter acontecido isso? É uma, uma reação, é, química interna espontânea, isso pode acontecer”, diz.

O forte odor do produto foi sentido em diversos bairros da capital. Moradores e funcionários relataram irritação nos olhos, tontura, náuseas, dor de cabeça e desconforto respiratório. Por precaução, empresas localizadas nas proximidades interromperam as atividades e evacuaram centenas de trabalhadores.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, também foi acionado para prestar assistência às pessoas que apresentaram sintomas após a exposição ao produto químico.

A orientação das autoridades foi para que a população evitasse exposição ao ar externo, mantivesse portas e janelas fechadas e procurasse atendimento médico em caso de mal-estar.

Em nota oficial, o governo do Amazonas informou que mobilizou toda a estrutura estadual para enfrentar a ocorrência.

Além do Corpo de Bombeiros, foram acionados a Defesa Civil, a Secretaria de Segurança Pública, a Secretaria de Estado de Saúde, o Ipaam e outros órgãos que passaram a atuar de forma integrada para controlar o vazamento, monitorar a situação e prestar assistência à população.

As autoridades informaram que o monitoramento da área continua e que as causas do acidente serão investigadas. A expectativa é de que o acompanhamento permaneça até que não haja mais riscos à saúde da população e ao meio ambiente.




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