Diversas capitais brasileiras realizam nesta quinta-feira (23) a 19ª Ação Nacional Criança Não É de Rua. A mobilização marca os 33 anos da Chacina da Candelária e tem como objetivo dar visibilidade aos desafios enfrentados por crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e de rua.

Em Fortaleza, o ato está programado para as 15 horas, na Praça do Ferreira. O coordenador-geral da Associação O Pequeno Nazareno, Manoel Torquato, fala sobre as pautas que serão abordadas no evento.

“Realizaremos esse ato com uma pauta de reivindicações sobre educação, sobre moradia, sobre saúde, sobre direito à cultura, esporte e lazer e contra a redução da maioridade penal. O ato é organizado pela Associação O Pequeno Nazareno e vários parceiros, sobretudo lideranças e grupos de ocupações habitacionais da cidade, formado por famílias que vivem em condições análogas à situação de rua, vivendo em moradias improvisadas.”

A mobilização é uma iniciativa da Rede Nacional Criança Não É de Rua. O grupo surgiu em 2005 a partir de uma articulação para cobrar do governo federal soluções estruturadas para o enfrentamento da situação de rua infanto-juvenil.

Após cinco anos de visitas a todas as capitais brasileiras e diálogos com instituições e pesquisadores, a iniciativa consolidou-se como uma rede permanente. Mas o ato do dia 23 de julho permanece sendo uma ação com um forte peso simbólico, e Manoel Torquato esclarece seus objetivos.

“Nós fazemos esse ato para sensibilizar a sociedade, para mobilizar o poder público, para cobrar que os direitos fundamentais garantidos em nossa Constituição Federal sejam, de fato, entregues às crianças e adolescentes que vivem marginalizadas pelo poder público, pela ausência de políticas públicas, e, sobretudo, tenham respeitada a sua dignidade de pessoa humana.”

Atualmente, o coletivo reúne cerca de 600 organizações comprometidas com a garantia de direitos e a efetivação de políticas públicas específicas para esse segmento da população. Porta-vozes do movimento acompanham as atividades e estão sempre disponíveis para detalhar os desafios das políticas de proteção e o cenário da infância em situação de rua no Brasil.
 




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