O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic pela quarta vez consecutiva. A queda foi de 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos da economia de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

O movimento faz parte de um ciclo de cortes iniciado em março, quando a Selic estava no patamar de 15% ao ano. Desde então, houve quatro reduções de 0,25 ponto cada, totalizando 1 ponto percentual de queda.

Comunicado

De acordo com o comunicado do Copom, os indicadores recentes mostram desaceleração gradual da inflação e moderação da atividade econômica, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido. A projeção do Banco Central para o IPCA no primeiro trimestre de 2028, o novo horizonte relevante da política monetária, é de 3,2%. A meta central de inflação no Brasil, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Apesar do alívio, o Copom manteve tom de cautela: o comunicado destaca que o ambiente externo permanece incerto, com conflitos no Oriente Médio e indefinições sobre a política monetária em economias avançadas. As expectativas do mercado para a inflação são de 5% em 2026 e 4,2% em 2027.

O Copom também alertou que os riscos para a inflação seguem acima do normal, com tendência de alta. Entre as principais ameaças estão o descolamento das expectativas de inflação por um período mais longo, choques no preço do petróleo e efeitos climáticos sobre a produção agrícola e sobre os custos de energia.

O comitê evitou sinalizar os próximos passos, afirmando que a magnitude total do ciclo de cortes será definida com base em novas informações. A próxima reunião do Copom está marcada para 15 e 16 de setembro, e a decisão dependerá da evolução dos dados econômicos até essa data.




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