Os esforços de resgate se concentram nesta terça-feira (11) nos escombros de prédios desabados e casas destruídas pelo tremor de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nessa segunda-feira (10).
São pelo menos 164 mortes confirmadas, nesse terremoto que foi o mais forte a atingir o país em décadas, de acordo com a Agência Reuters.
As cidades mais atingidas foram Pereira, Manizales, e Cali, com mais de 2 milhões de habitantes, onde pelo menos 85 pessoas perderam a vida.
Dezenas de edifícios ficaram inclinados ou foram totalmente destruídos.
Pelo menos 600 pessoas foram retiradas de um hospital, com atendimento pediátrico, que veio abaixo, inclusive deixando pacientes presos nos escombros.
Equipes de emergência, junto com policiais, soldados e voluntários, trabalharam durante toda noite em busca de sobreviventes. O exército mobilizou resgatistas, engenheiros e cães farejadores.
De acordo com o presidente Abelardo De La Espriella, são centenas de desaparecidos e foi declarado estado de emergência.
Há relatos de saques e as forças de segurança seriam enviadas para Cali.
Na município de Pereira, a 200 km de Bogotá e a 50 km do epicentro, 66 mortes foram confirmadas, com quarteirões que viraram pilhas de concreto e aço. Parte do aeroporto da cidade desabou enquanto pessoas buscavam abrigo.
Outras 13 pessoas morreram em Chocó, província rural mais próxima do epicentro do terremoto. cerca de 1,4 famílias foram atingidas, e algumas delas foram transferidas para Medellín, para atendimento médico.
O serviço geológico colombiano registrou desde segunda até a manhã desta terça (11), réplicas com tremores menores, de até 3 pontos de magnitude.
O Brasil manifestou solidariedade ao governo e ao povo colombiano, e disposição de colaborar nas ações de resposta à emergência. Até o momento, não foram identificados brasileiros entre as vítimas. A Embaixada do Brasil em Bogotá segue de plantão para atender brasileiros, em caso de necessidade.