O Brasil registrou, em 2025, queda de 30% nas mortes por malária. Em 2024, 56 pessoas morreram por causa da doença. No ano passado, foram 39 óbitos. Houve redução também de 30,7% nos casos da forma mais grave da enfermidade. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde, em Brasília, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop.
Tafenoquina
Os dados do ministério mostram que o Brasil atingiu a menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos. De acordo com a pasta, os resultados refletem o início do uso do medicamento tafenoquina no SUS, o Sistema Único de Saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou ainda de outros resultados alcançados em 2025 com o novo remédio na rede pública:
“Mais de 40% de redução de malária em terra indígena, na região amazônica brasileira, que é uma das regiões com maior incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação. E tivemos o menor número de internações, que foram 39 pessoas internadas por malária em 2025.”
Padilha destacou também a redução das mortes por malária no território Yanomami, primeiro a implementar a tafenoquina:
“Tivemos redução de mais de 50% também dos casos de malária no território Yanomami. Mais de 70% de redução de óbitos por malária. E isso, com as ações combinadas de recuperação da situação nutricional daquele povo, tivemos redução de 55% de óbitos por desnutrição associada e também uma redução importante, de 80%, nos casos de desnutrição grave nesse território Yanomami.”
A tafenoquina começou a ser utilizada na rede pública de saúde em 2024, em dose única, para prevenir a recaída de pacientes. O remédio ataca o parasita da malária no fígado.
Segundo Ministério da Saúde, em 2025, foram registrados cerca de 118 mil casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos em relação a 2024.
O Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília, segue até quarta-feira, 19 de agosto, com profissionais e pesquisadores discutindo doenças tropicais como tuberculose, esquistossomose, além da malária.