O índice de institucionalização da educação básica nas comunidades quilombolas cresceu em todas as regiões do país nos últimos dois anos.
Na região Nordeste, a educação escolar quilombola quase dobrou: o índice passou de 37 pontos, em 2024, para 56 pontos, em 2026.
O recorte é do Diagnóstico de Equidade apresentado recentemente pelo Ministério da Educação.
O Reforço da Educação Escolar nos Quilombos brasileiros faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, lançada em 2024 pela pasta em parceria com os Executivos Estaduais e Municipais.
O crescimento demonstra não só fortalecimento da educação básica em si, nos territórios, mas também que as escolas inscritas no EEQ – Educação Escolar Quilombola, tem garantia de pedagogia própria em respeito às especificidades étnico-culturais de cada comunidade e formação específica de seu quadro docente. A estrutura e o funcionamento dessas escolas mostram que os estudantes quilombolas são reconhecidos e valorizados sua ancestralidade negra, diversidade cultural, socioambiental e alimentar.
Esta foi a segunda edição do Diagnóstico que contou com a adesão de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais de ensino, respondendo 44 questões dirigidas às secretarias de educação dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
Destas, 32 perguntas eram sobre educação para as relações étnico-raciais e outras 12 sobre a EEQ – a Educação Escolar Quilombola. As informações do questionário foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices receberam notas de 0 a 100.