Uma jovem de 23 anos foi condenada à morte no Irã, por causa de uma publicação feita em rede social. O tribunal de primeira instância rejeitou as alegações da defesa, de que a postagem foi um lapso sem intenção deliberada, devido ao estado de embriaguez.

Najmeh Amini foi presa em um shopping no começo do ano, após ser monitorada pela Polícia Cibernética iraniana, sob a acusação de proferir insultos contra líderes espirituais. A jovem estudante de contabilidade está detida na Prisão de Mashhad, perto da fronteira com o Afeganistão.

Segundo o diretor de uma organização iraniana de direitos humanos, sediada em Oslo, na Noruega, o caso amplia o crime de “blasfêmia”, que tem pena de morte na legislação iraniana, para expressões pacíficas no ambiente online.

De acordo com a Agência Iraniana de Notícias de Direitos Humanos, além da pena de morte, ela também foi condenada a mais de 12 anos de prisão em outro processo, sob acusação de “agir contra a segurança nacional” e “propaganda contra o regime”.

A prisão de Najmeh Amini aconteceu durante os protestos que começaram em Teerã no fim de 2025 e se espalharam para outras cidades. Milhares de pessoas foram mortas ou feridas pelas forças de segurança no período.

Um Centro de Estatísticas da ONG de direitos humanos indica aumento das execuções no país por motivos políticos e de segurança. Em 12 meses, a organização registrou mais de 2 mil execuções, quase 30% a mais em relação ao período anterior, principalmente durante as manifestações entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano. Desse total, 47 eram mulheres.

No mês de junho, o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, alertou que desde o início dos bombardeios dos Estados Unidos, a pena capital também vem sendo usada no Irã, mais fortemente, para intimidar a população.




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