O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, afirmou em nova coletiva de imprensa nesta terça-feira, para tratar da guerra no país, que os Estados Unidos usam o diálogo político como enganação e negou negociações. Ele lembrou das discussões diplomáticas entre os dois países que foram implodidas pelos bombardeios no fim de fevereiro. A entrevista teve apoio de um tradutor.

“E isso mostra que os Estados Unidos usa a ferramenta de diálogo e conversa para fins de enganação. E desta vez, com uma determinação e o pedido do povo para que a defesa legítima possa seguir o seu rumo até onde os dois regimes se recuam completamente”, afirmou.

O embaixador afirmou que o Irã não vai mais permitir o ciclo “guerra, cessar-fogo e negociações”:

“Nós não vamos permitir mais desta vez que aconteça novamente esse ciclo. E com certeza o poder que pode acabar com esse ciclo pode colocar uma nova ordem na região”, disse.

Sobre a possibilidade de uma invasão terrestre no Irã, Abdollah Nekounam lembrou de uma pesquisa que mostrou que 62% da população nos Estados Unidos é contra uma medida desse tipo, mas reforçou que o país está pronto para enfrentar e que tem o legítimo direito de se defender.

“O grito do povo do Irã é que permitam que os Estados Unidos entram nas fronteiras terrestres, para que nós possamos bater o recorde mundial e bater o recorde do Vietnã. Nós fomos impostos a um ato de agressão. Nós temos a posição de autodefesa legítima”, aponta.

O embaixador afirmou também que o Estreito de Ormuz não está fechado, mas a gestão mudou. Ele explicou que o estreito sempre esteve aberto e de forma gratuita para todos os países, mas após os ataques, o modelo precisou de um novo formato.

“No atual período de guerra, as nações amigas conseguem passar os seus navios. Mas com veemência, nós dizemos que não vamos permitir quaisquer navios cargos que pertencem ou têm o seu destinatário como os Estados Unidos e regime sionista, serão bloqueados”, completou.

A resistência do Irã neste primeiro mês só foi possível graças a um planejamento estratégico que o país já tinha antes do conflito acontecer, afirmou o embaixador. Por isso, em poucas horas após a morte do líder supremo e de autoridades, foi possível retaliar os ataques e colocar, segundo ele, os Estados Unidos e Israel em uma posição fragilizada. 




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