A Agência Nacional do Petróleo começou a fiscalizar suspeitas de preços abusivos nos leilões de gás de cozinha, o GLP, da Petrobras.
Equipes da ANP estiveram, nesta quinta-feira, nas refinarias Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e Gabriel Passos, em Minas Gerais.
A agência investiga preços com ágios elevados nos leilões de volumes de GLP realizados em 31 de março de 2026 pela Petrobras.
A ANP apura infrações relacionadas à elevação abusiva de preços e à recusa injustificada de fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo.
Caso sejam constatadas irregularidades, as empresas podem ser multadas.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o ágio na comercialização do produto nos leilões supera 100% em relação aos preços normalmente praticados em contratos de fornecimento.
O presidente Lula, inclusive, afirmou que vai anular o leilão de gás de cozinha da Petrobras, o que chamou de “bandidagem”.
“Foi feito um leilão, eu diria para você, foi um cretinismo, cretinice, bandidagem que fizeram com o óleo. As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras: ‘não vamos aumentar o GLP, não vamos aumentar’. Pois fizeram um leilão contra a vontade da diretoria da Petrobras. Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra. O Trump que pague, o Netanyahu de Israel que pague, mas o povo brasileiro não vai pagar”.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já pediu à Secretaria Nacional do Consumidor que avalie práticas abusivas no comércio do GLP.
Segundo Silveira, o governo está atento ao cenário internacional e às possíveis repercussões no mercado brasileiro.