Um projeto de pesquisa que usa tecnologia 5G para realizar atendimentos de telemedicina registrou mais de 900 exames feitos na cidade rural de Miguel Alves, no Piauí. O Opencare 5G leva assistência médica especializada a lugares onde o acesso a esses serviços é limitado. Durante a primeira etapa da iniciativa, foram feitos exames cardiológicos, ginecológicos e ultrassonografias em gestantes. O projeto conta com apoio do Ministério das Comunicações e parcerias com o Hospital das Clínicas da USP, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, a Beneficência Portuguesa de São Paulo e a empresa Samsung.

O médico do serviço de métodos gráficos da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Marcelo Nishiama, explica que um especialista em São Paulo comandava o equipamento em Miguel Alves a partir de uma tecnologia da Samsung.

“A gente testou uma tecnologia da Samsung, que é o que permite que o especialista de São Paulo comandasse o equipamento em Miguel Alves. Porque qual que é o problema? Eu preciso ter um especialista realizando o exame. Só que em Miguel Alves eu não tinha esse especialista. Lá eu tinha um médico que coletava as imagens, mas sendo orientado pelo meu médico por áudio e vídeo. E o meu médico daqui, com essa tecnologia, ele conseguia comandar o equipamento lá”.

Felipe Jordan, médico consultor do Hospital das Clínicas da USP, avalia que a telemedicina está sendo um divisor de águas na área da saúde.

“Eu acredito que a telemedicina como um todo está sendo um divisor de águas hoje no nosso cenário de saúde, assim como outros setores também. Mas principalmente no setor de diagnósticos e de teleconsultas, a gente está tendo uma grande evolução. E eu acredito que o fator da gente conseguir usar a tecnologia e tecnologias como o 5G especificamente, proporciona que a gente leve acesso a regiões e populações que teoricamente, originalmente, não teriam esse tipo de cuidado”.

A cidade de Miguel Alves foi escolhida para essa primeira etapa do projeto por contar com cerca de 70% dos 30 mil habitantes vivendo em áreas rurais e, por isso, os pacientes tinham que percorrer grandes distâncias para realizar exames e obter diagnósticos. Foram investidos mais de 7 milhões de reais do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações para realizar o projeto




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