Dia 22 de abril é o Dia da Terra. “Nosso Poder, Nosso Planeta” é o tema que haverá de nortear as comemorações dessa data com foco no protagonismo das ações locais, mobilização comunitária e na triplicação da energia limpa até 2030.
Sabemos que toda e qualquer mudança ambiental depende da soma de ações concretas e diárias de indivíduos e comunidades. Portanto mãos à obra, já que é a proteção do nosso planeta contra os crescentes alertas climáticos depende não só dos governos ao redor do mundo, mas igualmente da nossa consciência e atitude.
Como já teve oportunidade de dizer inúmeras vezes o climatologista Carlos Nobre, primeiro brasileiro a fazer parte do grupo dos guardiões planetários e, mais recentemente, nomeado pelo Papa Leão XIV como membro do conselho que vai tratar de desenvolvimento humano no Vaticano, nós não temos mais tempo a perder.
“É muito urgente todos estarmos conscientes que estamos vivendo uma emergência climática no planeta. Nós cientistas climáticos estamos dizendo há muitas décadas que se o aquecimento global atingisse 1,5º mais quente todos os eventos climáticos extremos estariam aumentando muito.”
E num reforço às suas palavras nunca é demais lembrar a famosa frase de Mahatma Gandhi “ seja a mudança que você quer ver no mundo!”
Pra isso, em termos de Brasil, o climatologista Carlos Nobre apontou alguns caminhos como a implementação de políticas públicas voltadas principalmente para a educação que deve estar voltada, inclusive para uma releitura do que significou o descobrimento desse nosso país pelos portugueses! Neste Dia da Terra que, por coincidência, também marca o registro de nascimento do nosso querido Brasil, vale a pena ouvir o que atesta a carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota.
À luz da pesquisa incansável de vários historiadores como Mary Del Priore, já nesse primeiro documento, a herança portuguesa do nepotismo que, até hoje, é um traço na cultura do “toma lá, dá cá”, se fez presente. No livro “A descoberta do Novo Mundo”, a historiadora Mary Del Priore dá a versão real desse descobrimento que, no fim das contas, foi “achamento”. Afinal, os donos verdadeiros dessa nossa terra já haviam recepcionado muitos outros visitantes antes de Cabral. Daí a importância de uma reparação histórica aos povos indígenas que possa efetivamente compensar violações, discriminação estrutural e danos sofridos ao longo da história, incluindo a demarcação de terras, a proteção contra violências e a valorização cultural dos povos originários que por sinal a partir de hoje estão na pauta de várias oficinas que até a próxima sexta-feira vão acontecer na Universidade de Brasília que ontem completou 64 anos e que se prepara para receber um grande evento sobre o ensino de jornalismo e a crise climática:
Professora Dione Moura, professora titular e atual diretora da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB), explica a importância do 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor) 2026;
Marluce Zacariotti, presidenta da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo ( ABEJ), convida ouvintes para participar do evento. Quem tiver curiosidade pode aparecer na UnB ou acompanhar pelo Youtube.