As perdas do Brasil por causa da discriminação e do preconceito representam quase 100 bilhões de reais por ano devido às dificuldades enfrentadas pela comunidade para ingressar e permanecer no ambiente laboral. Os dados são de um estudo desenvolvido pelo Banco Mundial em parceria com o Instituto Matizes, o Instituto Mais Diversidade e um consórcio formado por organizações e redes LGBT+ no país.
O jornalista Jock Dean não teve dificuldades de encontrar emprego, mesmo sendo assumidamente gay.
“As minhas habilidades, minha capacidade de trabalho, a minha formação e experiência estão de acordo com o que a empresa precisa, que o contratante precisa. Então, não interessa a sexualidade ou identidade de gênero profissional”.
A realidade dele não é a da maioria e as estatísticas comprovam isso. O levantamento mostra que a exclusão no mercado de trabalho afeta alguns grupos da população LGBT+ de forma mais intensa do que outros. No caso das mulheres e das pessoas negras, a soma de preconceitos amplia ainda mais os obstáculos no ambiente profissional.
Segundo a psicóloga Giovana Veit, apesar de não estar exposto no anúncio de contratação, muitos empregadores mantém um preconceito velado contra trabalhadores LGBT+.
“Na verdade, nós não damos nenhum tipo de orientação de mudança, de comportamento, de vestimenta, ou de trejeito. A psicologia mesmo trabalha para uma apresentação mais próxima do que você realmente é”.
No movimento LGBT, os homens brancos possuem a menor penalidade salarial: menos 6%. Enquanto as mulheres pretas são penalizadas em menos 13%. Mulheres trans negras enfrentam taxas de desemprego até três vezes maiores e rendimentos até 40% menores.
Jefferson Taylor, integrante do coletivo Diversidade, fala da importância de reivindicar direitos por uma sociedade mais justa e igualitária.
“É garantir acima de tudo meu direito de poder acessar a política da empregabilidade, a política da educação, a política da saúde”.