Os álbuns de figurinhas da Copa são uma febre. As pessoas colecionam e trocam os adesivos, um ritual que mobiliza milhões de adultos e crianças. O hábito de comprar figurinhas vem do comecinho do século passado.

O primeiro álbum do Brasil começou a circular no início dos anos 1900. Era uma publicação da Tabacaria Estrela de Nazaré, e cada uma das 60 figurinhas correspondia a uma bandeira de um país. As primeiras figurinhas de futebol apareceram timidamente em 1919. Um desses aficionados é o jornalista Marcelo Duarte:

“Eu fui um desses garotos que colecionou álbuns de figurinhas desde 5, 6 anos. Esse álbum de Copa do Mundo do México 70 foi o primeiro álbum da minha vida. O meu pai chegava em casa com os envelopinhos e falava assim: ‘Olha o que eu comprei para você!’. Aí eu ia abrir o envelopinho e ele falava: ‘Não, cuidado, deixa que eu abro para você’. Aí eu ia colar e ele falava: ‘Não, deixa que eu colo para você não colar torto’. Por isso o álbum foi preservado, né? Mas eu tenho dúvidas se foi mesmo meu esse álbum ou se foi dele”, relata. 

Uma das maiores atrações para os amantes de álbuns de figurinhas são as feiras de troca, onde os colecionadores se reúnem, conversam e um ajuda o outro. Além disso, essa é uma prática que une gerações: o avô faz com o pai, o pai faz com o filho, e assim sucessivamente. Os títulos da Seleção Brasileira de 1958 e 1962 foram decisivos para dar um impulso à produção dos álbuns.




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