Foi dada a largada. Daqui a exatamente um ano, o Brasil será a sede da décima edição da Copa do Mundo Feminina. A competição passará por oito cidades brasileiras, que, para marcar a contagem regressiva, inauguraram murais criados por artistas mulheres.

Esta é a primeira vez que o torneio acontece em um país da América do Sul. O mundial contará com 32 seleções, 14 já foram confirmadas. Além do Brasil, que garantiu a vaga por ser o país-sede, estão: Austrália, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, China, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Alemanha, França, Espanha e Dinamarca. Entre outubro e o começo de 2027, as demais seleções serão definidas em jogos eliminatórios.

A Copa do Mundo Feminina tem início no dia 24 de junho de 2027 e segue até o dia 25 de julho do ano que vem.

Na contagem regressiva para o torneio, a Fifa lançou uma ação simultânea nas oito cidades-sede do mundial, com a inauguração de murais criados por artistas locais. Em São Paulo, a multiartista visual Aline Bispo foi a responsável pela arte na rua Mário de Alencar, perto do Beco do Batman, reduto de arte urbana da capital paulista. O trabalho traz elementos como a espada de São Jorge e pássaros. Aline conta que se inspirou na força feminina:

“Trago ali a relação dessas mulheres, essas mulheres celebrando, vibrando, se abraçando e comemorando, mas não somente comemorando o que acontece em campo… Fui muito inspirada também pela presença feminina dentro e fora. A possibilidade de que nós possamos sonhar, acreditar em quem nós somos, a possibilidade de as mulheres se verem fazendo o que elas desejam fazer em todos os lugares.”

Estádios

Os estádios que receberão os jogos no Brasil são: Mineirão, em Belo Horizonte; Mané Garrincha em Brasília; Arena Castelão, em Fortaleza; Beira-Rio, em Porto Alegre; Fonte Nova, em Salvador; Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata; Maracanã, no Rio de Janeiro; e Arena Corinthians, em São Paulo.

A jornalista esportiva da TV Brasil e da Rádio Nacional, emissoras da EBC, a empresa Brasil de Comunicação, Luciana Zogaib, comenta a importância do evento para a modalidade do futebol feminino e também para toda a geração de jovens e meninas torcedoras.

“Eu acho que pode ser um momento de virada de chave para que a modalidade passe a ter mais investimentos, mais atenção para toda essa geração de meninas. Eu falo por mim que cresci, sou de uma geração do não, onde não era permitido jogar, nem permitido ter esse sonho. Isso vai trazer muitas coisas positivas e que de fato isso fique como um legado mesmo, e que isso possa realmente ser também uma realidade para a gente aqui, como sociedade.”

A primeira Copa do Mundo Feminina aconteceu em 1991, na China, e, nas nove competições até então, cinco países conquistaram a taça: Estados Unidos, que venceu quatro vezes; Alemanha, com duas vitórias; e Noruega, Japão e Espanha, com uma taça cada.

A Seleção Brasileira Feminina de futebol disputou todas as copas, mas ainda busca o título do mundial. Entre as jogadoras com mais partidas na competição está a brasileira Formiga, em segundo lugar, com 27 participações em campo. Já a rainha do futebol, a artilheira Marta, lidera o ranking, com 17 gols marcados em Copas do Mundo.




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