O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de quase 73 mil empregos com carteira assinada no mês de maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o resultado mais baixo para o mês desde 2020, segundo a série histórica do Ministério do Trabalho.

Foram mais de 2,2 milhões admissões e 2,1 milhões demissões no período. O saldo positivo é menos da metade do que foi registrado em maio do ano passado, quando houve 153 mil novas vagas.

No acumulado do ano, são 762 mil  novos postos de trabalho, o menor número para o período desde 2020.

O salário médio de contratação também caiu em relação a abril, com redução de 0,75%, ficando em R$ 2.384.

Apesar da desaceleração apresentada nos últimos meses, a taxa de desemprego segue no menor patamar histórico, em 5,6% no trimestre até maio.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a diminuição na abertura de vagas de emprego à política de juros altos do Banco Central e ao impacto da guerra no Oriente Médio na economia global .

“As políticas monetárias, do jeito que estão, vêm gerando um efeito muito negativo o mercado de trabalho, que era para estar mais positivo ainda. E também não podemos esquecer das tarifas e do efeito guerra que criou um transtorno danado do mercado global e que tem as consequências no Brasil”. 

No mês de maio, os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos. Os serviços foram destaque, com a abertura de mais de 45 mil postos. Construção civil, agropecuária e indústria também tiveram saldos positivos. Já o comércio praticamente não registrou crescimento, com apenas 40 contratações a mais do que demissões.

 




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