Condenado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Domingos Brazão perdeu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

A medida foi oficializada nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial do Estado. Ela é em cumprimento à decisão transitada em julgado pelo Supremo Tribunal Federal e vale a partir do dia 9 deste mês.

Domingos Brazão foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF, também pela tentativa de homicídio da assessora de Marielle, Fernanda Chaves.

O crime aconteceu em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio. Agora, o TSE vai comunicar a Assembleia Legislativa do Rio, responsável pela indicação do novo conselheiro.

O irmão de Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, também foi condenado a 76 anos e 3 meses de reclusão. Os dois foram acusados de organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado.

Os ex-policiais Ronnie Lessa, autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, que dirigia o carro usado na emboscada, foram condenados a 78 anos, 9 meses e 30 dias, e a 59 anos, 8 meses e 10 dias de prisão, respectivamente.

Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos de prisão por participação no assassinato; e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, a 18 anos por obstrução da Justiça e corrupção passiva.

*Com informações da Agência Brasil




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