O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou, nesta segunda-feira (20), 17 servidores do Instituto Rio Metrópole (IRM). Eles são investigados por suposto envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas na autarquia, que é ligada à Secretaria Estadual de Governo.

De acordo com a denúncia, os suspeitos teriam utilizado contratos firmados pelo instituto entre 2022 e maio deste ano para desviar recursos públicos. A investigação aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 86 milhões.

Entre os desligados estão o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e os diretores Franquis Dias Nepomuceno e Maurício Silva Knoploch dos Santos. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Com as exonerações, o secretário do Gabinete de Segurança Institucional e também secretário de Governo, Roberto Leão, foi designado para responder pelo Instituto Rio Metrópole até a escolha do novo presidente da autarquia.

Em nota, o governo do Estado informou que as demissões integram um processo de reestruturação administrativa do Instituto Rio Metrópole. Segundo a administração estadual, a iniciativa busca assegurar o pleno funcionamento do órgão e reforçar o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e a integridade da gestão estadual.

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