O Brasil já analisa o impacto da taxação dos Estados Unidos na economia nacional. O governo federal realizou nesta terça-feira (21) a primeira rodada de reuniões com os setores afetados. Foram ouvidos representantes das indústrias eletrônicas, de máquina e equipamentos, de pneus, de veículos, de calçados e de plásticos.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias, o momento é de buscar interlocução e apoiar a indústria nacional.

“Continuar negociando, essa é a orientação. E mais do que isso, continuar dialogando aqui internamente com o setor produtivo de modo a assimilar essa decisão do governo norte-americano. Mas o fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa do governo brasileiro – o nosso setor produtivo – e, ao mesmo tempo, tentar reverter a decisão.”

Nesta quarta-feira (22), novas audiências serão feitas com representantes dos setores de processamento de madeira, mobiliário, rochas ornamentais e naturais. Após ouvir as demandas dos empresários, deve ser lançada a terceira versão do Plano Brasil Soberano para apoiar os exportadores afetados pelo tarifaço.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou das conversas. Ele explicou que a aplicação da lei da reciprocidade ainda demanda estudo.

“É um processo que tem um conjunto de etapas passando por audiências públicas. A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né? Então, a reciprocidade é: ‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo.’ No momento oportuno, da forma adequada.”

Na semana passada, os Estados Unidos decidiram taxar produtos brasileiros em 25%, alegando que práticas comerciais do nosso país afetam empresas norte-americanas. O tarifaço deve impactar 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
 




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