O Desenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11) com novas regras para a participação dos bancos e da União. Agora, 30% dos valores das operações virão das próprias instituições financeiras, enquanto os 70% restantes serão bancados pelo governo.

O programa permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas sem garantia com taxa máxima de 1,99% ao mês, bem abaixo da média atual do crédito pessoal, que gira em torno de 7% ao mês. Essa modalidade oferece crédito para trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia. O pacote também inclui uma linha voltada para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e medidas para trabalhadores com carteira assinada.

A principal alteração permite que qualquer banco participante utilize recursos próprios combinados com até R$ 3 bilhões disponibilizados pela União. Antes, apenas Banco do Brasil e Caixa poderiam combinar recursos próprios com os recursos públicos, o que gerou resistência das instituições.

Regras

As regras para participar do Desenrola Adimplentes continuam as mesmas. Podem aderir ao programa clientes que tenham contratado crédito pessoal sem consignação em folha, incluindo empréstimos feitos para reunir outras dívidas. Além disso, é necessário ter quitado pelo menos quatro parcelas do contrato e possuir saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira. Outro requisito é estar com as prestações em dia ou, no máximo, com atraso de até 90 dias antes da publicação da medida provisória.

Dívidas de crédito rural, financiamentos com garantia real, cartão de crédito nas modalidades parcelada e rotativa e débitos de cheque especial não estão incluídos no programa.

Quem tiver mais de uma dívida enquadrada no Desenrola dentro do mesmo banco poderá renegociá-las. Os interessados devem procurar diretamente a instituição financeira onde contrataram o empréstimo para verificar as condições disponíveis e solicitar a renegociação.

*Com reportagem de Tatiana Alves




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