O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado representa desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice, considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,16%.

No acumulado de 2026, o IPCA está em 3,44%. Já nos últimos 12 meses, o percentual é de 4,44% – abaixo dos 4,64% registrados até junho.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente responsável pela pesquisa, o grupo Habitação foi o que mais pesou no resultado de julho.

“A maior variação, 0,99%, e o maior impacto, 0,15 ponto percentual, vieram no grupo habitação, com o avanço da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%. Em julho, além da incorporação de reajustes tarifários de concessionárias de algumas áreas do índice, permaneceu a vigência da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”.

O grupo alimentação e bebidas teve nova queda em julho (-0,67%). A alimentação no domicílio variou -1,14%, com influência das quedas do café moído, da cenoura, batata inglesa e do tomate. Já entre os produtos que registraram alta, destaque para o leite longa vida, com 2,47% de variação, e para as frutas, com 1,20%.

Entre as capitais, a maior variação, de 0,32%, foi registrada em Rio Branco. O menor resultado, de -0,45%, ocorreu em Belém.

Ainda de acordo com o IBGE, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou praticamente estável em julho, com variação de menos 0,01%, abaixo do resultado de junho, de 0,14%.




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