Falta participação social nos debates e decisões relacionadas aos setores de petróleo e gás no Brasil, afirmam trabalhadores do setor. Mudar isso é uma das propostas da “Plataforma de Políticas Públicas Setoriais 2027-2031”, lançada nesta terça-feira (11)  pela Federação Única dos Petroleiros e pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. 

O documento tem 50 propostas, divididas em quatro eixos, para o debate público em torno do setor de energia. A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, diz que os recursos naturais devem servir ao bem-estar da população, com combate à pobreza energética e distribuição da riqueza. Essa é a ideia central da plataforma. 

“E aí, ela vai aprofundando como fazer. Você tem na maior participação da sociedade, você tem carimbar as verbas para destinação social, e você tem tecnicamente mesmo. Nós somos uma categoria industrial. Então, temos que discutir como que o desenvolvimento da atividade do setor de petróleo e gás tem que estar amarrado com o plano de indústria para o Brasil”. 

O texto inclui ainda as terras raras e minerais críticos. A exploração desses bens naturais também deve ter o foco em toda a sociedade, disse Cibele. 

“Esses minerais, eles têm que servir para o desenvolvimento como um todo. Ele não pode servir para alguns desenvolverem uma tecnologia, se apropriarem dela, cobrar altíssimo para qualquer pessoa ter acesso, e concentrando mais ainda a riqueza. O  que a gente vê a nível planetário hoje é que a concentração de renda, ela vem aumentando, ela não vem diminuindo. A desigualdade social, ela vem aumentando”. 

A plataforma traz sugestões para aprimoramento regulatório produtivo, como o uso de conteúdo local. Outra proposta é o programa Combustível Sem Segredo, para dar transparência ao consumidor sobre os fatores que compõem o preço do combustível. O documento ainda defende o fortalecimento da Petrobras e uma transição energética que olhe para o meio ambiente e para a sociedade. 

 




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