A menos de três semanas para o segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro concentraram as agendas de campanha nesta terça-feira (6) em reuniões internas e na busca por novos apoios.
Em Goiânia, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, ao lado do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela, do MDB. Em discurso, o candidato disse que pretende usar a maioria no Congresso para mudar a Constituição e prometeu endurecer a política de segurança pública.
“A gente vai construir mais de meio milhão de vagas de presídio. Vamos aumentar as penas ainda mais para chefe de facção criminosa. PCC, Comando Vermelho e milícia vão ser declarados grupos terroristas. Vão ficar até 80 anos presos os chefes dessas facções narcoterroristas.”
Em Brasília, Lula começou o dia com reunião de campanha no Palácio da Alvorada. Depois, participou de reunião de líderes no Planalto, com o ministro José Guimarães. À tarde, esteve na reunião executiva da campanha. Ao falar com a imprensa, o presidente defendeu mudanças na jornada de trabalho, especialmente com a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1.
“Hoje, o Senado da República começa a discutir a aprovação do fim da escala 6×1, que nada mais é do que garantir que as pessoas trabalhem cinco dias e fiquem dois dias em casa para cuidar da família, para cuidar dos seus afazeres. É um desejo muito grande da sociedade brasileira.”
Escala 6×1
Ainda nesta terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para 15 de outubro a possível votação da proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas semanais sem corte de salário.
O segundo turno da eleição será em 25 de outubro.