Quase a totalidade dos moradores de Terras Indígenas na Amazônia Legal sofre com saneamento básico precário, aponta o IBGE. A análise estatística foi divulgada nesta quarta-feira (12), no terceiro dia de COP 30, e se baseia em dados dos Censo Demográfico mais recente, feito em 2022. Os dados trazem um amplo retrato de uma população mais jovem que a média nacional e que enfrenta carências de infraestrutura.

Foram consideradas as mais de 1.050 áreas protegidas, com especial atenção às Unidades de Conservação – como explicou Maria Giulia, agente de pesquisa e mapeamento do IBGE.

“As categorias de unidades de conservação pensadas pros povos e comunidades tradicionais, elas concentram-se, né, em termos de população dentro do recorte da Amazônia Legal, né? 84,11% da população que reside nessas categorias está na Amazônia Legal”.

Só nas Unidades de Conservação, são mais de 2,2 milhões de habitantes, com destaque para o estado do Maranhão, onde 1 em cada 5 pessoas mora nessas áreas. A maioria dessa população das unidades dentro da Amazônia Legal, 69% delas, se autodeclara de cor ou raça parda.

Três em cada quatro dessas pessoas convivem com alguma forma de precariedade no saneamento básico. Um índice muito maior do que a média nacional das Unidades de Conservação do país, que é de 40%.

Nas Terras Indígenas e Quilombolas da Amazônia Legal, a situação é ainda mais grave: 98% e 96% dos moradores indígenas e quilombolas, respectivamente, convivem com alguma forma de precariedade no abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo. Situações bastante piores que a média nacional.

Se a população das áreas protegidas da Amazônia Legal é mais jovem que a média nacional, a taxa de alfabetização também é inferior, cerca de 4% menor. O destaque mais preocupante, mais uma vez, é para as Terras Indígenas – em especial, dentro do Estado do Maranhão, onde a taxa de alfabetização é de apenas 68%, segundo os dados divulgados pelo IBGE.




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