Em um mundo acelerado e cada vez mais digital, buscar felicidade se tornou desafiador e também urgente. A neurociência mostra que o bem-estar não é fruto do acaso. A neurocientista Carol Garrafa diz que quando aprendemos a cuidar da nossa química interna, a felicidade deixa de ser um acaso e se torna uma prática consciente. 
“E hoje a gente já sabe que capacidades sócio-emocionais de como você lida com você e com os outros é 85% do seu sucesso. E aí, começar a entender que muito do nosso ambiente vai moldando a nossa vida, mas que são as nossas capacidades do como você faz, não o que você faz, que te leva a ver se você está congruente com seus valores, com seus comportamentos”.
A neurocientista comenta como a neurociência pode atuar no bem-estar, já que ser feliz é, antes de tudo, entender o que acontece dentro do cérebro.
“Para ter o bem-estar, a gente precisa primeiro tomar consciência. Acho que esse é o primeiro passo, é a gente ter a consciência primeiro do que está incomodando, segundo de quem a gente é, para ver se está na congruência do que eu estou pensando, do que eu estou sentindo, e se está alinhado com todos os meus valores. Mas, depois, a gente usa uma palavrinha da neurociência que chama neuroplasticidade; Que é a capacidade que o seu cérebro tem de fazer novas conexões e poder mudar pensamentos e comportamentos”.
Carol Garrafa traz dicas de como devemos cuidar da nossa química interna a partir de uma prática consciente e buscando sempre a dose certa.
“Na dopamina a gente tem a intencionalidade, tem um objetivo e uma motivação, um significado forte por trás dele. A gente está gerando uma dopamina do bem. Mas se a gente está na dopamina do mal, a gente está comendo muito, a gente está bebendo muito, a gente está na rede social. Quando eu estou na oxitocina do bem, eu estou no relacionamento, eu estou na conexão social, eu estou me envolvendo na vida real e não nessa conexão digital que está fazendo também tão mal. Quando eu estou pensando na serotonina propriamente dita, eu estou nessa congruência entre os meus valores e na minha conquista perante aos meus significados. E aí eu tô celebrando ela, eu tô conquistando realmente os meus objetivos que foram passados. E aí endorfina é o que garante ali a resiliência, é o que garante o movimento”.