O ônibus envolvido no acidente que matou 15 pessoas em Alagoas na manhã desta terça-feira (3) realizava transporte clandestino de passageiros. A informação é da Agência Nacional de Transporte Terrestre.
A ANTT, informou, em nota, que o ônibus não possui habilitação na agência nem certificado de Segurança Veicular ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem referente ao deslocamento realizado.
O ônibus de romeiros capotou com aproximadamente 60 pessoas, por volta das 6h20 no sertão de Alagoas.
O governo do Estado mobilizou uma força-tarefa para atendimento na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, em São José da Tapera, a mais de 200 km de Maceió.
Os romeiros eram da cidade de Coité do Noia, em Alagoas, e seguiam para Juazeiro do Norte, no Ceará, informou o prefeito da cidade alagoana, Bueno Higino, nas redes sociais.
Dos 15 óbitos confirmados, são cinco homens, sete mulheres e três crianças.
Os sobreviventes foram encaminhados para atendimento médico no Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia.
Uma criança de 9 anos, em estado grave, precisou ser transferida para o Hospital Geral do Estado, em Maceió.
Três aeronaves, nove ambulâncias do Samu, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram deslocados para o socorro das vítimas.
O Instituto de Criminalística de Arapiraca encaminhou duas equipes para periciar o local.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente.
O governador Paulo Dantas cancelou a agenda que cumpriria em Belém e decretou luto oficial de 3 dias.
Em nota, a CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, manifestou pesar pela morte de 15 pessoas.
Os bispos prestaram solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas. “Pedimos ao Senhor que conceda conforto, esperança e fortaleza aos familiares e a todos os que choram esta perda tão dolorosa”, informa a nota.
*Com a colaboração de Gabriel Corrêa