Este dia 24 de fevereiro é histórico por dois motivos. Primeiro, porque foi nesta data, em 1932, que foi publicado o Código Eleitoral que garantiu oficialmente o direito de voto às mulheres brasileiras. E segundo, por ironia do destino ou mera coincidência, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para hoje o início do julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em 2018. O crime é  considerado um dos casos mais graves de violência política de gênero e raça no Brasil. E o julgamento é um passo fundamental para proteger defensoras e defensores de direitos humanos e decisivo para a garantia dos direitos à verdade, à memória e à justiça.

A ONG Anistia Internacional acompanha o processo para reforçar uma mensagem inegociável: defender direitos não pode custar vidas. Execuções e violações graves de direitos humanos não podem permanecer sem resposta. E o Viva Maria conversa com Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, que também faz parte do quadro da direção do Global Fund for Women, sobre o significado deste julgamento histórico. 

O Viva Maria também traz os depoimentos de Jacira Silva, militante negra e jornalista; Ana Luisa Guimarães, representante do grupo Juventude Revolução da Universidade de Brasília (UnB); Maria José da Conceição, a Maninha, do PSOL; Guacira César de Oliveira, integrante do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea); e Larissa de Paula Couto, autora de poema em homenagem à memória de Marielle Franco.

 




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