Neste mês de julho, o principal manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, passa a operar em faixa de alerta. Isso significa que a captação de água fica limitada a 27 m³/s, e não mais de 33 m³/s, como acontece em condições normais. O anúncio foi feito pela ANA, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, e pela SP Águas, Agência de Águas do Estado de São Paulo, que compartilham a gestão do Sistema Cantareira.

A decisão foi tomada depois que o manancial atingiu menos de 40% do volume útil no último dia de junho. Entre 30% e 40%, a operação é reenquadrada na chamada “faixa 3”. Caso haja necessidade, além dos 27 m³/s do Cantareira, a Sabesp está autorizada a usar a vazão transposta do reservatório de Jaguari.

Neste período seco, que começou em 1º de junho e vai até 30 de novembro, pode ser aplicada a diminuição da pressão da água no período noturno. A restrição pode ser adotada quando os índices permanecem na mesma faixa por sete dias consecutivos. A orientação é que os consumidores usem a água de forma consciente.

Em nota à imprensa, a ANA e a SP Águas reforçaram a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda nos serviços de abastecimento de água para reduzir o consumo e evitar perdas, além de estimular o uso racional dos recursos pela população.




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