O número de casos de câncer no mundo deve chegar a 35 milhões até 2050, quase o dobro da estatística atual. A estimativa é de mais de 20 milhões de novos casos, por ano, que devem causar a morte de quase 10 milhões de pessoas por ano.
O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
O alerta está no Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026, divulgado nesta quarta-feira (8), pela OMS, a Organização Mundial da Saúde.
Elaborado em parceria com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, a publicação apresenta os avanços na prevenção do câncer, como o controle do tabaco, programas de vacinação e investimentos em tratamento, mas pede ações urgentes com foco na abordagem, para reduzir as desigualdades no acesso à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de suporte.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, o câncer é uma doença profundamente pessoal que afeta praticamente a todos. Mas, a sobrevivência de uma pessoa ao câncer nunca deveria depender do local onde nasceu ou de quanto ganha.
De acordo com o relatório, o câncer de pulmão continua sendo a principal causa de morte da doença no mundo. Entre os homens, os cânceres de pulmão, próstata e colorretal são os mais frequentes. Já nas mulheres, os de mama, pulmão e colorretal representam uma parcela significativa da carga da doença.
Revela, ainda, que quase quatro em cada dez casos de câncer no mundo estão relacionados a fatores de risco evitáveis, especialmente infecções como o papilomavírus humano (HPV), e as hepatites B e C, além do consumo de álcool, do fumo, do excesso de peso e da prática de atividade física, destacando o papel fundamental da prevenção.
A primeira pesquisa da OMS com pessoas afetadas pela doença revelou que pelo menos 45% enfrentam dificuldades financeiras, mais da metade relata problemas de saúde mental e quase todos os cuidadores alegam sobrecarga, incluindo trabalho não remunerado e isolamento social.