A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou, nesta quinta-feira (16), preocupação com o novo tarifaço, de 25%, anunciado pelos Estados Unidos. Segundo a entidade, a medida atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2% de tudo o que o país vende ao mercado norte-americano.
A CNI destacou que o governo dos EUA ampliou a lista de exceções, incluindo cerca de 450 novos itens, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café solúvel, o que reduziu parte dos impactos inicialmente previstos. Mesmo assim, a entidade avalia que a sobretaxa compromete a competitividade da indústria nacional em um dos seus principais mercados.
Alívio apenas pontual
Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, a ampliação da lista traz alívio pontual, mas não resolve o problema de fundo:
“A decisão do USA em relação à investigação 301 muda o patamar porque, por um lado, uma série de produtos foram incluídos na lista de isenções. Então, se trata de, sem dúvidas, um alívio para aqueles setores que conseguirão não estar sujeitos a essa alíquota adicional. Mas, quando nós olhamos de maneira agregada como um todo, continuamos com uma situação que causa muita preocupação para a indústria brasileira. Em torno de 26% das nossas exportações continuarão sujeitas a tarifas adicionais.”
Os setores mais impactados são madeira, minerais não metálicos e produtos químicos, todos com mais da metade das exportações sujeitas à sobretaxa.
Segundo a CNI, 60,3% das exportações afetadas são de bens intermediários utilizados pela indústria norte-americana, o que também tende a elevar custos para empresas dos Estados Unidos. O Brasil é o principal fornecedor dos EUA em dez dos 13 produtos mais impactados pela medida, como compensados de madeira multilaminada e álcool etílico não desnaturado.
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