Passados oito anos o grito que marcou a revolta contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, continua ecoando forte em manifestações, eventos e solenidades em que o crime é lembrado. E neste 14 de março não será diferente.

Logo de manhã, a data será lembrada por uma missa, na Igreja Nossa Senhora do Bom Parto, no centro da cidade do Rio de Janeiro, às 10h.

Além de manter viva a memória de Marielle e de Anderson, o ato religioso busca reforçar a luta por justiça e contra a impunidade. Vão participar familiares, movimentos sociais e organizações de direitos humanos.

Luiara Franco, filha de Marielle, diz que a saudade da mãe é permanente e que aumenta quando ganha novos significados. Mas, é nesses momentos que percebe que a caminhada por justiça nesses longos 8 anos, mesmo dolorosa, não foi em vão.

A missa integra a programação do “Março por Marielle e Anderson”, agenda que reúne atos públicos, atividades culturais e momentos de memória em diferentes espaços da cidade.

Também hoje, sendo que às 16h, será aberta a exposição “Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio.

Amanhã, a mobilização continua com mais uma edição do “Festival Justiça por Marielle e Anderson, no Circo Voador”, no bairro da Lapa, também na região central carioca. O evento político-cultural vai reunir artistas, movimentos sociais e apoiadores da luta por justiça.

Justiça

Marielle e Anderson foram assassinados em uma emboscada, no dia 14 de março de 2018. Seus executores, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, foram condenados em 2024 a penas de prisão de mais de 78 anos e 59 anos, respectivamente. Já e os mandantes, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, foram condenados agora em fevereiro a 76 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado.




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