O Ministério Público de São Paulo denunciou a influenciadora Deolane Bezerra, Marco Herbas Camacho, o Marcola, e mais quatro pessoas por lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. A denúncia aponta que os indiciados atuaram entre 2018 e 2025.
Os acusados, além de Marcola e Deolane, são Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior – irmão de Marcola e colíder da organização, Everton de Sousa – operador financeiro do esquema, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho – filhos de Alejandro que estão foragidos no exterior.
De acordo com a denúncia, os acusados usaram uma transportadora para dissimular e reinserir na economia formal os recursos ilícitos obtidos pelo PCC. A estrutura era conhecida como Transportadora Lado a Lado, e era administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.
Deolane é acusada de receber depósitos fracionados da transportadora e ocultar a origem através de contas próprias. A investigação aponta que ela planejava transferir suas empresas para fundos no exterior, operando a lavagem de dinheiro do PCC. Everton de Sousa atuava como operador intermediário e Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai.
Deolane Bezerra está presa desde 21 de maio e teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça na última terça-feira. A defesa da influenciadora tentou converter a prisão preventiva em domiciliar, alegando o fato de ela ser mãe e única responsável por uma criança de 9 anos. Detida pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Defesas
Em nota, a defesa de Marcola e Camacho diz que ambos se encontram custodiados em presídio de segurança máxima desde fevereiro de 2019, o que torna inviável participação nos fatos investigados, e que adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos seus constituintes. Na mesma nota, os advogados citam que Leonardo e Paloma Camacho também refutam as imputações formuladas.
Já a defesa de Deolane Bezerra afirma que ainda não teve acesso à acusação na íntegra e reafirma que a influenciadora não faz parte de organização criminosa, nem cometeu crimes.
*Com produção de Bel Pereira