O volume de dinheiro esquecido por pessoas e empresas em bancos e outras instituições financeiras caiu para R$ 6,24 bilhões no mês de maio. Os dados foram divulgados nesta terça (14) pelo Banco Central. A redução em relação aos meses anteriores, quando o dinheiro esquecido superou os R$ 10 bilhões, é consequência dos R$ 5,7 bilhões transferidos para o Fundo Garantidor de Operações, que dá suporte ao programa Desenrola Brasil. É que entrou em vigor uma lei de 2024 que autoriza a transferência desses valores esquecidos. Do total enviado ao fundo, 10% fica reservado a pedidos de resgate atrasados. Essa operação ainda é analisada pelo Tribunal de Contas da União.
Dos mais de R$ 6 bilhões disponíveis para devolução no mês de maio, R$ 4,4 bilhões pertencem a cerca de 24 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,8 bilhão a mais de 2 milhões de empresas. A maior parte do dinheiro está concentrada nos bancos, seguido por administradoras de consórcio, cooperativas de crédito, instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras, além de outras instituições.
Qualquer pessoa física ou jurídica pode ter dinheiro esquecido. Esses valores são de contas correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de empréstimos pagas em excesso, antigas contas de investimento ou outros valores que as instituições financeiras são obrigadas a devolver.
Dois em cada três beneficiários têm para receber até R$ 10. Um quinto dos beneficiários, entre R$ 10 e R$ 100. E para uma parcela menor, mais de R$ 100 estão disponíveis para o resgate.
Quer saber se seu nome está na lista? A consulta é de graça no Sistema de Valores a Receber do Banco Central.
*Com informações da Agência Brasil