Durante a Copa do Mundo de Futebol, a massiva propaganda dos sites de aposta trouxe à discussão o impacto desse vício para o país. Uma nova campanha do Ministério da Saúde no rádio, TV e redes sociais alerta para os danos causados pelas bets. A iniciativa orienta sobre os riscos e apresenta medidas de prevenção através da rede de acolhimento do SUS, o Sistema Único de Saúde.
A atuação das “bets” estimula a permanência e a repetição de apostas na avaliação do Ministério da Saúde. Jogar por mais tempo ou gastar mais que o planejado altera a rotina dos apostadores, com mudanças do sono, humor e nas relações familiares, acrescenta a pasta.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o transtorno do Jogo, como é conhecido esse tipo de comportamento na psiquiatria, afeta cerca de 1,2% da população mundial.
O SUS oferece hoje teleatendimento em saúde mental para as pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. O atendimento desse serviço é feito de maneira sigilosa e permite assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem receber acolhimento, orientação e acompanhamento.
Para ingressar, basta acessar o aplicativo ou site do Meu SUS Digital, fazer o login na conta gov.br, e procurar por “Problemas com jogos de apostas”. Será apresentado um questionário de autoteste para identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado apresentar risco moderado ou elevado, a pessoa será encaminhada automaticamente para o teleatendimento.
O atendimento presencial também pode começar nas Unidades Básicas de Saúde, e caso seja necessário, a pessoa pode ser encaminhada ao cuidado especializado, no CAPS, Centro de Atenção Psicossocial.
O Ministério da Fazenda tem disponível um site que permite bloquear o acesso às páginas de apostas, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. Por ela, pode-se bloquear as contas ativas e impedir a abertura de novas contas pelo CPF cadastrado.