Ter um teto para chamar de seu é o objetivo de grande parte dos brasileiros, mas a decisão de como realizar esse objetivo passa longe de ser simples.
Comprar à vista, financiar em 30 anos ou viver de aluguel? A resposta exata não está em fórmula mágica, mas sim na combinação entre realidade financeira, objetivos de longo prazo e o momento de vida.
Para quem busca estabilidade e não tem o valor total em mãos, o financiamento é a ponte para a conquista da casa própria. Mas também exige cautela.
Segundo a corretora Ione Soares, a chave está no planejamento da entrada e na análise do custo total do imóvel no mercado:
“O menor valor que a pessoa precisa ter disponível é 25% do valor do imóvel: 20% para a entrada e 5% mais ou menos pra documentação que é necessária. Porque você precisa ter o valor da entrada e da documentação, que gira em torno de 4,5% a 5%, depende do caso”, diz.
A corretora também explica que morar de aluguel não significa jogar dinheiro fora. Em muitos momentos, alugar é a decisão mais estratégica.
“O aluguel passa a ser uma decisão inteligente e importante na vida das pessoas quando você precisa morar próximo do trabalho pegando um apartamento menor, mas aí você vai ter o custo reduzido de combustível, de deslocamento, mais qualidade de vida”, aponta.
O economista e coordenador da Pesquisa de Preços ao Consumidor da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, Denílson Lima, faz um alerta: o valor total das despesas com moradia não deve ultrapassar 30% da renda líquida familiar.
“Outros fatores que estão na cesta de consumo de produto das famílias devem ser observados para que você possa, aí sim, inserir o gasto com o financiamento ou com o aluguel no orçamento familiar, considerando que é um item de altíssima necessidade, pois estamos tratando de moradia”, fala.
Financiamento, aluguel ou à vista? Antes de assinar qualquer contrato, coloque as contas no papel. Avalie suas metas de longo prazo e escolha a opção que traga mais segurança para o seu bolso e para a sua rotina.