As emergências climáticas podem ser combatidas por meio da chamada “Vigilância Popular em Saúde”. Essa é a conclusão do artigo científico produzido por cientistas brasileiros e publicado na revista científica internacional PLOS Global Public Health. O estudo foi conduzido por pesquisadores vinculados à Fundação Oswaldo Cruz, à Universidade Estadual do Ceará e ao Ministério da Saúde. 

Publicado de forma inédita em uma revista científica de renome internacional, o conceito de VPS foi produzido no Brasil e têm raízes nos movimentos populares. A VPS é norteada pelos princípios de educação popular em saúde, ecologia dos saberes, determinação social da saúde e o conceito do bem viver.

A Vigilância Popular em Saúde propõe a participação ativa das próprias populações e comunidades locais no monitoramento, identificação de riscos, geração e análise de dados ambientais relativos à sua região. Entre as ferramentas usadas estão: mapeamentos participativos, oficinas comunitárias, círculos de cultura, monitoramento ambiental, comunicação popular, diagnósticos coletivos e formação de pesquisadores populares.

A ideia é promover a articulação entre governo, comunidades, movimentos sociais, universidades e serviços de saúde, para aumentar a eficácia das políticas públicas de combate a eventos extremos. Além disso, o planejamento envolve a adaptação dos mais afetados – como populações indígenas, das florestas e das águas, bem como moradores de regiões urbanas periféricas. 

Segundo os cientistas, estas ações servirão para identificar precocemente ameaças que vão desde a escassez de água à impactos psicossociais causados pelas emergências climáticas. 

Sob supervisão de Paula de Castro




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