As festas de verão, assim como o Carnaval, trazem uma preocupação, a conhecida “doença do beijo”, ou a mononucleose infecciosa. Transmitida principalmente pela saliva, esta enfermidade era mais comum em crianças na primeira infância. Como explica o infectologista do grupo Fleury, doutor Celso Granato. 
“Fora do Brasil, especialmente em países que têm um nível socioeconômico mais alto, mais ricos, o pessoal pegava essa doença na adolescência, com 14, 15, 16 anos. E por que isso? Porque ele é um tipo de vírus que, uma vez que você tem, você fica morando com ele no seu organismo o resto da vida. Ele não causa nenhum problema, mas ele também não sai do nosso organismo. Sempre nessa região da boca lá no fundo. E de vez em quando você elimina esse vírus na saliva. Então, quando a pessoa beija, não é aquele beijinho social na bochecha, é beijo pra valer, você tem troca de saliva. Então, se você não teve essa doença quando você era criança, e você beijar uma pessoa que teve a doença, você vai entrar em contato com o vírus. Se você não teve a doença, você vai pegar.”
Doutor Celso diz que o doente apresenta um quadro de febre alta, dor de garganta intensa, fadiga extrema e inchaço dos gânglios linfáticos. E que o tratamento é voltado para amenizar esses sintomas.
“O tratamento com o Novalgina. A gente dá bastante líquido porque a pessoa vai ficar com febre, então ela pode desidratar. E outra recomendação que a gente dá, o fígado está aumentado, o baço está aumentado, eu já vi casos assim, e se a pessoa for correr muito, quiser fazer exercício, isso pode romper o baço”.