O governo federal prepara medidas alternativas para conter a alta do diesel, caso os estados não aceitem zerar o ICMS sobre a importação de combustíveis. O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o cargo nesta sexta-feira (20), disse que o Executivo não ficará inerte diante da crise petroleira, provocada pelos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

“A gente tem uma série de medidas que podem ser adotadas, a depender de para onde a gente vai com essa guerra e com o preço dos combustíveis. Eu ainda não tive retorno dos secretários de Fazenda, não tive retorno de nenhum governador, a não ser do governador do Piauí, Rafael, que já sinalizou positivamente. Mas eu sigo muito confiante de que a gente possa avançar. E, não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida.”

O Ministério da Fazenda propôs, nesta semana, dividir com os estados os custos da desoneração do ICMS, que seriam de R$ 3 bilhões. Até o momento, apenas o governo do Piauí concordou com a proposta.

Caminhoneiros

Dario Durigan afirmou que houve redução de tensão, após diálogo com os caminhoneiros para evitar uma paralisação da categoria:

“Também o Ministério dos Transportes anunciou uma medida mais efetiva para garantir o cumprimento da legislação do frete mínimo aos caminhoneiros, e também vimos aí um distensionamento, pelo menos na primeira aproximação com os caminhoneiros, o que é muito importante para que a gente dialogue e construa caminhos.”

Segundo o ministro, outras medidas já estão sendo tomadas para conter os efeitos do aumento dos combustíveis, como um reforço da fiscalização e a desoneração dos impostos federais sobre o diesel.

*Com informações da Agência Brasil




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