O Brasil abriu mais espaço para a juventude no mercado de trabalho. Entre janeiro e abril de 2026, foram criadas mais de 54,8 mil vagas para jovens aprendizes. Com esse resultado, o país chegou ao maior número da história: mais de 726 mil jovens entre 14 e 24 anos com contratos ativos. Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Perfil
As oportunidades estão concentradas, principalmente, em atividades administrativas e na produção industrial. O perfil dos aprendizes também chama atenção. As mulheres são maioria, com pouco mais de 52%. Já os homens representam cerca de 47%. Na divisão por raça e cor, predominam jovens pardos e brancos, seguidos por pretos, amarelos e indígenas.
A maior parte desses jovens tem até 17 anos. Um terço está na faixa de 18 a 24 anos, e uma pequena parcela tem mais de 25 anos. Nesse caso, são pessoas com deficiência, que não têm limite de idade previsto.
Regras
A Lei da Aprendizagem define as regras desse tipo de contratação. O contrato pode durar até dois anos. O jovem tem carteira assinada, recebe salário e tem direitos como 13º, FGTS e férias. A jornada é menor e combina trabalho com formação teórica. Menores de 18 anos não podem trabalhar à noite nem em atividades perigosas ou insalubres.
Para participar, é preciso ter entre 14 e 24 anos. Quem ainda não terminou a escola, deve estar matriculado e frequentando as aulas. O jovem também precisa estar vinculado a um curso de aprendizagem profissional, escolas técnicas ou entidades sem fins lucrativos.
Empresas com pelo menos sete funcionários são obrigadas a contratar aprendizes. Elas devem reservar de 5% a 15% das vagas para esses jovens.